IA identifica pragas no café por imagem.
A Universidade Federal de Lavras (UFLA) desenvolve tecnologias de inteligência artificial sustentável (Green Algorithms) capazes de funcionar até em celulares básicos, com baixo consumo de energia. O projeto, coordenado pelo professor Danton Diego Ferreira e financiado pela Fapemig, cria modelos leves aplicados a quatro áreas: saúde, agricultura, energia e indústria, com prioridade para a saúde.
Saúde: foco principal
A pesquisa desenvolveu um sistema que analisa raio-x de pulmão para apoiar a triagem de tuberculose usando apenas uma foto tirada pelo celular — doença que registrou 80 mil novos casos no Brasil em 2023.
Outro destaque é o CARPeDia, aplicativo para prevenção do pé diabético. Validado em unidades de saúde, mostrou alta eficiência e grande aceitação, mas ainda depende de articulação com governo e empresas para chegar ao SUS.
A validação científica foi coordenada pela professora Ana Cláudia Ferreira (UniLavras).
Agricultura
A UFLA também criou um modelo que identifica doenças e pragas no café — setor em que Minas Gerais responde por 52,7% da produção nacional — a partir de fotos feitas por celular, em parceria com EPAMIG e Embrapa.
Energia
Outra solução detecta falhas em linhas de transmissão e aponta o quilômetro exato do problema. O protótipo será testado em parceria com a Michigan Technological University (EUA) e pode resultar em patente.
Impacto real
Com colaboração de instituições brasileiras e internacionais, o projeto integra o Centro AIA/UFLA e envolve cerca de 20 bolsistas. Segundo o professor Ferreira, o objetivo é levar IA acessível para onde ela gera impacto direto — da triagem de doenças ao manejo do café.

















