Vocalista da Legião Urbana morreu aos 36 anos, no Rio de Janeiro. Em 2026, livros, audiolivro e dados sobre suas canções ajudam a dimensionar a permanência de sua obra.
A morte de Renato Russo completa 30 anos neste domingo (11). O vocalista da Legião Urbana morreu em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações relacionadas à aids. Três décadas depois, suas canções seguem conhecidas por diferentes gerações e motivam homenagens em todo o país.
O último álbum da banda, A Tempestade ou O Livro dos Dias, chegou às lojas 21 dias antes da morte do cantor. Renato não sabia que o disco seria seu trabalho de despedida. A notícia de sua morte foi anunciada pelo rádio naquela manhã de sexta-feira, e a lembrança daquele dia ainda marca fãs e pessoas próximas ao músico.
Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada no ano da morte do cantor, Fernanda, então esposa de Dado Villa-Lobos, relatou que o guitarrista visitou Renato no apartamento, em Ipanema, depois de ouvir rumores de que ele teria se suicidado. Segundo ela, o pai do cantor estava no local, chorando e pedindo ajuda. Renato estava muito debilitado e não conseguia se alimentar nem caminhar sem dificuldade. Fernanda também contou que o quadro de depressão começou após as gravações de A Tempestade. Dado acreditava que o amigo ainda resistiria, depois de ter enfrentado outros períodos difíceis.
As homenagens deste ano incluem dois projetos da Garota FM Books. Um deles é o livro Renato Manfredini ‘Júpiter’ – As Revoluções Solares do Líder Legionário, da astróloga e jornalista Mariana Candeias, conhecida como Piky. A autora parte do mapa astral de Renato e dos ciclos de Júpiter, que duram 12 anos, para interpretar momentos da trajetória da Legião Urbana. Em sua leitura, o lançamento do primeiro álbum da banda coincidiu com o segundo retorno de Júpiter ao mapa do cantor; quando A Tempestade chegou às lojas, ele iniciava um terceiro ciclo.
O outro projeto é a versão em audiolivro de Discobiografia Legionária, de Chris Fuscaldo, produzida pela Tocalivros. Os lançamentos se somam às apresentações, publicações e lembranças que marcam os 30 anos da morte do artista.
Um levantamento do Ecad feito em 2025 registrou 157 obras e 327 fonogramas associados à carreira de Renato Russo. “Tempo Perdido” aparece entre as músicas mais executadas nos últimos anos e é a composição mais regravada do artista na base consultada, com 83 versões identificadas.
A distância entre a manhã de 11 de outubro de 1996 e o presente não apagou a presença de Renato Russo. Sua voz permanece nas gravações, nas interpretações de outros artistas e na memória de quem acompanhou a Legião Urbana.
















