Eles defendem o fim da escala 6×1, a democracia e a educação pública.
Estudantes e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fizeram uma manifestação no centro de Brasília, na terça-feira (13), em defesa da reeleição. O ato começou no fim da tarde, em frente à Biblioteca Nacional.
Jovens subiram em um trio elétrico e pediram o fim da escala 6×1, cuja proposta está em tramitação no Senado, além da manutenção dos programas sociais do governo, da educação gratuita e do Sistema Único de Saúde (SUS). Também se posicionaram contra privatizações.
Durante a caminhada pela Esplanada dos Ministérios, as palavras “Estudantes pela democracia” foram projetadas na cúpula do Museu Nacional da República. Os participantes cantaram e levaram cartazes de agradecimento ao presidente, com destaque para o papel do Prouni no acesso ao ensino superior.
“Hoje eu curso enfermagem graças a essa iniciativa. Sou uma jovem da periferia aqui de Sobradinho, a primeira da minha família na faculdade”, disse Ana Luiza Moraes, de 20 anos, moradora de Sobradinho.
A amiga dela, Natiele Rodrigues, de 19 anos, também moradora da região, defendeu que os jovens se mobilizem em defesa de programas como o Prouni e da democracia.
A comerciante autônoma Michele Andrade, de 22 anos, moradora de Ceilândia, vendeu água e refrigerante durante o ato. Ela disse apoiar a mobilização em defesa das mulheres.
“Não consegui chegar a uma faculdade, mas sei que nós mulheres precisamos nos defender. O presidente falou coisas importantes na defesa da gente”, afirmou.
A estudante de psicologia Ana Clara Queiroz, de 19 anos, disse acreditar que mulheres, pessoas LGBT e pessoas pobres demonstram maior interesse na reeleição por considerarem que há mais políticas públicas voltadas a esses grupos.
“Eu, como mulher, negra e LGBT, tenho medo de direitos serem retirados”, disse.
A amiga dela, Isabela Rodrigues, de 20 anos, que faz cursinho para tentar ingressar em medicina veterinária, afirmou que os jovens estão mais mobilizados para votar neste ano. “Chegamos com mais ânimo agora. Principalmente nós que somos pobres.”
















