Jair Bolsonaro e Flávio em visita ao Senado em 2025 –
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a retomar as visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proibição estava em vigor desde julho e terminou no domingo (11), após 90 dias.
Na decisão desta segunda-feira (12), Moraes determinou que os encontros não tenham finalidade político-eleitoral. Também manteve a restrição à divulgação de manifestos ou declarações de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.
As visitas deverão respeitar os dias e horários previstos para pessoas presas: quartas-feiras e sábados, em três períodos. Um integrante da defesa afirmou que Flávio também poderia conversar com o pai na condição de advogado, por até 30 minutos em dias úteis. A campanha ainda não informou quando será o encontro.
A retomada foi solicitada pela defesa de Jair Bolsonaro. Os advogados disseram que não seria mais necessário manter o regime excepcional de restrição e pediram autorização para uma visita de caráter familiar. A solicitação foi apresentada em 5 de outubro, um dia após o primeiro turno, quando Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao analisar o pedido, Moraes afirmou que não surgiu nenhum fato novo que justificasse estender a proibição. A Procuradoria-Geral da República também não se opôs à retomada do contato.
Em julho, o ministro suspendeu as visitas depois que Flávio divulgou nas redes sociais uma carta recebida do pai. Na avaliação de Moraes, o senador havia usado o encontro para obter e divulgar a mensagem, o que contrariava as restrições impostas ao ex-presidente. Na carta, Jair Bolsonaro chamava o filho de “porta-voz” e o apontava como a melhor opção para o país.
A decisão ocorre a menos de duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Flávio tem dito que gostaria de subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai caso vença a eleição. A campanha de Lula, por sua vez, tem destacado a proximidade entre os dois e aspectos negativos do governo Bolsonaro.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março, com visitas limitadas e restrições ao uso das redes sociais. A defesa também pediu ao STF a revisão da condenação. O caso está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, que, segundo informações publicadas pela imprensa, avalia quando levará o pedido à análise da Corte.
Fonte: Folha de São Paulo
















