quinta-feira , 22 outubro 2026
Lar Notícias Fazendeiro de Nepomuceno deve recompor área de preservação desmatada
Notícias

Fazendeiro de Nepomuceno deve recompor área de preservação desmatada

A 3ª Câmara Cível do TJMG manteve decisão da Comarca de Nepomuceno sobre retirada de mata nativa (Crédito: Envato Elements / Imagem ilustrativa)

A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou a condenação de um proprietário rural de Nepomuceno, no Sul do Estado, por retirar vegetação nativa da Mata Atlântica em sua propriedade sem as devidas licenças ambientais.

O fazendeiro deve recuperar integralmente a Área de Preservação Permanente (APP)e pagar indenização de R$ 11.919 ao Fundo Estadual do Ministério Público de Minas Gerais (Funemp).

Foi estipulado o prazo máximo de dois anos para a recuperação, sob pena de multa diária de R$ 500, limitada a R$ 100 mil.

Supressão de vegetação nativa

A ação foi movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) após a Polícia Militar do Meio Ambiente identificar, em maio de 2021, o corte de diversas árvores na fazenda. Um laudo técnico confirmou que 8.438 m² de vegetação nativa foram removidos com o uso de máquinas pesadas.

Em 1ª Instância, o produtor rural foi condenado a promover a recuperação da área e a pagar a indenização.

Defesa

O proprietário recorreu da sentença, alegando que não havia provas de que teria causado o desmate e que não existia ligação direta entre ele e o dano observado.

O MPMG, por sua vez, apresentou imagens de satélite para atestar que a destruição aconteceu após 2017, período em que o réu já era o dono do imóvel. A procuradoria sustentou que a lei exige a recuperação total da área degradada e o pagamento de compensação em dinheiro pelos danos que não podem ser revertidos.

 Recuperação da área

O relator do recurso, desembargador Alberto Diniz, destacou que o Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) proíbe qualquer retirada de mata sem autorização prévia dos órgãos ambientais.

O magistrado ressaltou que as provas técnicas não deixaram dúvidas sobre a gravidade da intervenção e que a obrigação de recuperar a área é um dever constitucional do proprietário:

“De modo que a sua inobservância configura o dano e o consequente dever de recompô-lo, sendo a classificação como APP apenas um agravante, e não uma condição para a reparação.”

Os desembargadores Pedro Aleixo e Maurício Soares acompanharam integralmente o voto do relator.

O acórdão, que transitou em julgado, tramitou sob o nº 1.0000.25.441209-1/001.

Fonte: TGMG

Artigos relacionados

Ato pró-Flávio tem críticas à presença da esquerda e à suposta doutrinação na UFLA

Mobilização organizada pelo PL Jovem e pelo grupo Estudantes de Direita da...

UFLA promove semana de extensão, esporte e cultura entre 26 de outubro e 1º de novembro

Programação aberta à comunidade inclui oficinas, cursos, atividades culturais e esportivas e...

UFLA está entre as 12 melhores federais em ensino e pesquisa no RUF 2026

Universidade ocupa a 15ª posição nacional nos dois indicadores; Agronomia, Zootecnia e...

PL chama desafio de Lula de “desespero” e diz que cobrança fica na bolha da esquerda

Aliados do senador avaliam que a pressão do presidente sobre o caso...