Nascida sob o nome de Gaynor Hopkins, no País de Gales, a artista construiu uma das carreiras de maior apelo comercial na década de 1980.
A cantora galesa Bonnie Tyler, de 75 anos, morreu nessa quarta-feira (8/7) em um hospital de Portugal. Reconhecida mundialmente pela música “Total Eclipse of the Heart”, a artista enfrentava complicações decorrentes de uma cirurgia intestinal realizada no mês de maio. A confirmação do falecimento foi divulgada na manhã desta quinta-feira (9/7) nos perfis oficiais da intérprete.
Após o procedimento operatório, Bonnie Tyler havia sido colocada em coma induzido para tentar reverter o grave quadro clínico. A enfermidade que motivou a internação e a cirurgia de urgência acabou levando a cantora ao óbito. “A família e a equipe de Bonnie estão profundamente consternadas em informar que Bonnie faleceu inesperadamente na noite passada”, destacou o comunicado.
Nascida sob o nome de Gaynor Hopkins, no País de Gales, a artista construiu uma das carreiras de maior apelo comercial na década de 1980. Seu timbre marcadamente rouco surgiu como consequência de uma cirurgia nas cordas vocais, em 1977, na qual ela não obedeceu ao repouso médico absoluto. A alteração permanente na voz acabou moldando sua identidade artística entre o country rock e o rock operático.
O fenômeno de ‘Total Eclipse of the Heart’
A guinada definitiva para o estrelato global aconteceu no ano de 1982, quando ela assinou contrato com a CBS e firmou uma sólida parceria com o produtor musical Jim Steinman. Com o lançamento do álbum “Faster Than the Speed of Night” (1983), ela cravou seu nome na história como a primeira mulher britânica a estrear um disco diretamente no topo das paradas do Reino Unido.
O maior sucesso da obra, “Total Eclipse of the Heart”, havia sido composto originalmente para integrar um musical com a temática de vampiros idealizado por Steinman. A intensidade dramática de Bonnie Tyler redirecionou a canção, que dominou a parada Billboard Hot e cujo videoclipe hoje supera a marca de 1 bilhão de visualizações no YouTube.
O legado deixado pela galesa também se apoia em clássicos como “It’s a Heartache” e “Holding Out for a Hero”, esta última abraçada por novas gerações por integrar a trilha sonora da animação “Shrek 2” (2004). O impacto cultural de sua trajetória foi reconhecido em 2023 pela coroa britânica, que lhe concedeu o título de membro da Ordem do Império Britânico (MBE).
















