Em nota, grupo afirma que não elaborou nem influenciou a divulgação de uma relação que atribui posicionamento político a comerciantes e profissionais da cidade.
O Movimento Direita Minas Lavras divulgou uma nota de esclarecimento na quarta-feira (28) após circular nas redes sociais e em aplicativos de mensagens uma lista com nomes de comerciantes, profissionais liberais e autônomos de Lavras. A relação atribui a essas pessoas um suposto posicionamento político de esquerda e incentiva consumidores de direita a não comprar produtos ou contratar serviços desses estabelecimentos.
No comunicado, assinado pelo coordenador do movimento, Rodrigo Ionio, o grupo nega envolvimento na criação ou divulgação da lista. “Não temos nenhuma participação, envolvimento, não elaboramos e não influenciamos a divulgação”, afirma a nota.
O movimento também declarou ser contrário a esse tipo de mobilização e disse respeitar os comerciantes independentemente de seu posicionamento político.
A circulação das listas provocou discussões sobre propostas de boicote a estabelecimentos. A presença de um nome em uma relação, porém, não comprova em quem o proprietário votou, já que o voto é secreto. A opinião política de um comerciante também não representa necessariamente a posição oficial da empresa.
Casos semelhantes foram relatados em outras cidades. Em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, integrantes de um grupo de WhatsApp propuseram boicotar estabelecimentos cujos proprietários supostamente teriam declarado apoio ou comemorado a vitória de Lula.
O resultado das eleições ajuda a contextualizar o debate: Lula venceu a disputa nacional com 51,78% dos votos válidos. Em Lavras, Flávio Bolsonaro recebeu 50,89%, e Lula, 49,11%.
Propostas de boicote podem ter efeitos que ultrapassam os proprietários e atingir funcionários, fornecedores e outras pessoas ligadas às empresas, sem que elas necessariamente compartilhem das opiniões atribuídas aos comerciantes.
















