Margareth Dalcolmo destaca riscos da crise climática e combate à desinformação durante simpósio na UFLA.
Na última quinta-feira (23/5), a Universidade Federal de Lavras (UFLA) sediou a abertura oficial de um dos maiores eventos científicos voltados para doenças negligenciadas: a sexta edição do Simpósio Brasileiro de Doenças Negligenciadas (VI SBDN) e a segunda edição do World Symposium on Neglected Diseases (II WSND). A cerimônia foi realizada no Salão de Convenções da Universidade, reunindo pesquisadores, estudantes, gestores públicos, representantes de instituições de pesquisa, além de membros da sociedade civil.
O destaque da noite foi a palestra da renomada pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e docente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), a médica Margareth Dalcolmo. A cientista, que é membro da Academia Nacional da Medicina, é referência mundial em Pneumologia e liderou estudos clínicos para combate da Covid-19 no Brasil, além de difundir conhecimentos científicos de forma acessível à população sobre a doença.
Em sua apresentação na UFLA, a pesquisadora traçou um histórico de epidemias e alertou sobre como a crise climática pode resultar em novas emergências sanitárias, uma vez que o aquecimento global e a degradação ambiental facilitam o surgimento de zoonoses e a expansão de vetores de doenças.
Margareth também relembrou dificultadores do combate à pandemia de Covid-19, como o negacionismo e, de forma ainda mais crítica, a infodemia. “O negacionismo não é novidade. É algo muito antigo, algo que a ciência sempre precisou combater. Já a infodemia, essa disseminação rápida de informações imprecisas e muitas vezes sem embasamento científico, é um fenômeno contemporâneo que precisamos ter muita clareza para combater”, ressaltou.
















