Por Giselle, presidente do Instituto Phos
O portal Curta Lavras publicou recentemente uma série especial dedicada à valorização da capoeira no município, apresentando a trajetória de oito dos doze mestres atuantes na cidade. A iniciativa integra o Programa Registro e Memória, desenvolvido pelo Instituto Phos, e trouxe ao público as histórias dos mestres Rogério, Nilsa, Luiz, Natan, Mateus, Coelho, Júlio e Clayton.
A seleção buscou garantir representatividade, contemplando ao menos um mestre de cada um dos sete grupos de capoeira existentes em Lavras. A proposta foi evidenciar não apenas as trajetórias individuais, mas também a diversidade de estilos, linhagens e contribuições culturais que compõem o cenário local da capoeira.
Preservar e divulgar a história dos mestres de capoeira de uma cidade é fundamental para assegurar a continuidade e o reconhecimento dessa manifestação cultural, que reúne saberes, tradições e identidades construídas ao longo de gerações. Os mestres são guardiões de conhecimentos que vão além da prática corporal, envolvendo valores, narrativas, musicalidade, ancestralidade e formas de organização comunitária. Ao registrar suas trajetórias, não apenas se valorizam suas contribuições individuais, como também se fortalece a memória coletiva, evitando que essas experiências se percam com o tempo. Essa preservação é essencial para promover respeito, visibilidade e legitimidade à capoeira enquanto patrimônio cultural, além de inspirar novas gerações a dar continuidade a essa tradição.
O projeto foi realizado sem financiamento público, sendo conduzido de forma totalmente voluntária pela direção do Instituto Phos. A coordenação do programa é de Giselle, presidente da instituição e responsável pela área de comunicação, que liderou o processo de organização e divulgação dos conteúdos.
O Programa Registro e Memória é uma iniciativa permanente do Instituto Phos voltada à identificação, documentação, organização, preservação e publicização de informações sobre grupos, mestres, coletivos, trajetórias, eventos e práticas culturais relevantes no território. Trata-se de um instrumento técnico de salvaguarda que transforma memórias, muitas vezes restritas à oralidade e a acervos pessoais, em registros estruturados, verificáveis e acessíveis ao público.
Alinhado às finalidades estatutárias do Instituto Phos, o programa contribui diretamente para a preservação do patrimônio cultural material e imaterial, fortalecendo o reconhecimento social dessas expressões. Além disso, a iniciativa também auxilia coletivos e agentes culturais na construção de memória institucional, apoiando processos de reconhecimento, parcerias e captação de recursos.
Com a série publicada no Curta Lavras, o Instituto Phos reafirma seu papel na valorização da capoeira como patrimônio cultural vivo da cidade, garantindo que as histórias e saberes de seus mestres sejam registrados, reconhecidos e transmitidos às futuras gerações.
















