Beleza, espiritualidade e emoção marcaram a apresentação do Coral Magnificat e da Orquestra Ribeiro Bastos, que transformou a Paróquia Sant’Ana em um espaço de profunda elevação espiritual.
No encerramento das festividades em honra à padroeira de Lavras, no dia 31 de julho, a Paróquia Sant’Ana foi palco de um concerto que evidenciou como arte e religião se entrelaçam para tocar a alma e fortalecer a fé. A apresentação do Coral Magnificat e da Orquestra Ribeiro Bastos proporcionou ao público uma experiência marcada pela emoção, pela beleza da música sacra e pela espiritualidade, conduzindo os presentes a um momento de contemplação e elevação.
A abertura aconteceu com a majestosa Valsa Minas Gerais, do compositor Martiniano Ribeiro Bastos, obra que exalta a tradição musical mineira com elegância e sensibilidade. Em seguida, a expressividade de Cor Amoris, de Jean-Baptiste Faure, envolveu os fiéis em uma atmosfera de serenidade e emoção.

Na sequência, foram interpretadas Ó Maria Concebida, em arranjo de Geraldo Barbosa, e as clássicas Tota Pulchra e Salutaris, de Francisco Manoel, obras que evidenciam a riqueza do patrimônio da música sacra brasileira e sua capacidade de unir arte, devoção e cultura.
O concerto prosseguiu com a delicada Ave Maria, de Bonaventura Somma, cuja interpretação criou um ambiente de oração e recolhimento. Logo depois, Anima Christi, de Monsenhor Marco Frisina, trouxe uma linguagem musical contemporânea, intensa e contemplativa, reafirmando o poder da música como expressão da fé e caminho para a espiritualidade.

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a execução da grandiosa Tantum Ergo, em arranjo de Geraldo Barbosa. A imponência da obra, aliada à sensibilidade do coral e da orquestra, emocionou o público e demonstrou como a arte é capaz de elevar o espírito e traduzir, em sons, a beleza do sagrado.
Como encerramento, o Coral Magnificat e a Orquestra Ribeiro Bastos interpretaram o emocionante Hino de Sant’Ana, composição dos Reverendíssimos Padres Afonso Miranda e Remaclo Foxius, SCJ, em homenagem à excelsa padroeira de Lavras. A apresentação foi recebida com profunda emoção pelos fiéis e concluiu as festividades em um clima de gratidão, esperança e renovação da fé.
Mais do que um concerto, a noite foi uma demonstração de que a arte e a religião caminham juntas, encontrando na música sacra um ponto de encontro entre a beleza estética e a experiência espiritual. Cada obra interpretada convidou o público não apenas à apreciação musical, mas também à reflexão, à oração e ao fortalecimento da devoção, tornando o encerramento da Festa de Sant’Ana um momento inesquecível de comunhão entre cultura, fé e emoção.
















