Nesta semana, o Camugerê — centro de preservação da cultura afro-brasileira em Lavras-MG — deu início aos ensaios de Jongo, expressão ancestral de dança, música e resistência do povo negro.
A iniciativa é conduzida pelo Mestre Rogério, que lidera o processo de pesquisa e prática junto à equipe do espaço, com o objetivo de formar os alunos da Escola de Capoeira “I lá vou eu” nesse saber tradicional.

Segundo o mestre, os ensaios fazem parte de uma fase de estudos aprofundados, acompanhada de trocas com grupos jongueiros do Estado do Rio de Janeiro, onde a prática do Jongo é fortemente enraizada. “Estamos em diálogo com mestres e comunidades que vivem o Jongo como tradição viva. Nosso objetivo é aprender com respeito, para transmitir esse conhecimento de forma comprometida e coerente com sua ancestralidade”, afirma Rogério.
A proposta do Camugerê é levar, futuramente, apresentações de Jongo às comunidades quilombolas com as quais já mantém parcerias, como Jaguara (Nazareno), Taquaral e Cota (Três Corações).
A ação reafirma o compromisso do centro cultural com a difusão da cultura afro-brasileira em sua diversidade e com a construção de pontes entre tradição e contemporaneidade.
Com essa iniciativa inédita em Lavras, o Camugerê fortalece seu papel como referência regional na valorização de expressões negras e na formação cultural de novos agentes da resistência afrodescendente.
















