Ato de estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie no centro de São Paulo, nesta quinta-feira (8) –
Universidades e institutos de diferentes estados relataram ameaças contra estudantes e instituições nesta semana e adotaram medidas para proteger suas comunidades. Os casos foram registrados durante a organização de atos estudantis após o primeiro turno das eleições presidenciais.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou na quinta-feira (8) que o MEC acionaria a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal. Segundo ele, o governo recebeu relatos de estudantes, professores e reitores e acompanha o risco de que a violência aumente.
Relatos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais
Em Niterói, a Universidade Federal Fluminense (UFF) enviou à PF mensagens que circulavam em um grupo de apoio a Flávio Bolsonaro. O grupo não é um canal oficial da campanha. As mensagens mencionavam incêndio no campus e agressões a participantes de um ato. A universidade pediu reforço da segurança à prefeitura e ampliou a vigilância interna. Segundo a Folha, duas pessoas foram indiciadas na sexta-feira (9).
Em Campos dos Goytacazes, o diretório municipal do PT e o Sindicato dos Petroleiros registraram ocorrência após mensagens com ameaças a estudantes e menções a explosivos na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). A Polícia Civil informou que ouviria as partes, e a reitoria anunciou uma apuração interna.
Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alunos relataram ter recebido mensagens e um áudio com ameaças de agressões durante um ato em Belo Horizonte. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) registrou boletim de ocorrência. Na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), um estudante também disse ter recebido ameaça de morte após publicar um vídeo sobre a eleição. Mensagens violentas relacionadas ao Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) foram denunciadas à PF.
Casos em outros estados
Em São Paulo, uma manifestação estudantil na região do Mackenzie foi marcada por discussões e tentativas de agressão entre alunos e integrantes de um grupo contrário ao ato. A polícia interveio. No Paraná, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) elaborou um plano de contingência após mensagens mencionarem um ataque a uma manifestação.
Em Sergipe, um ato na Universidade Federal de Sergipe (UFS) foi interrompido depois que um policial militar de folga apareceu armado, segundo relatos de participantes. A Secretaria da Segurança Pública identificou o agente e recolheu a arma. Relatos de disparos são investigados; não houve feridos.
Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Ministério Público Federal abriu procedimento para apurar um tumulto e denúncias de intimidação após a entrada de pessoas ligadas ao Movimento Brasil Livre (MBL).
Na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a reitoria pediu que a PF investigasse ameaças à comunidade acadêmica. A polícia também apura as causas do incêndio que destruiu laboratórios no campus, mas ainda não há conclusão de que o fogo tenha sido criminoso nem comprovação de ligação entre o incêndio e as mensagens.
Fonte: Folha de São Paulo
















