No coração comercial de Lavras, a Rua Francisco Salles reúne lojas, serviços e vendedores ambulantes que disputam a atenção de quem passa pelo centro. Com mercadorias expostas nas calçadas, os vendedores ampliam as opções de compra e movimentam a dinâmica do comércio local.
Para muitas pessoas, o trabalho ambulante representa uma oportunidade de renda e de inserção no mercado de trabalho, especialmente para quem enfrenta dificuldades para conseguir um emprego formal. A atividade também aproxima produtos dos consumidores e ajuda a manter o centro movimentado.
A presença das bancas e mercadorias, porém, divide espaço com pedestres em calçadas que já são estreitas em alguns trechos. Com a passagem reduzida, quem caminha pela rua pode ter de desviar dos produtos ou se aproximar da pista. A situação deixa o pedestre mais exposto ao trânsito e torna o deslocamento menos confortável e seguro.

O desafio é conciliar o direito ao trabalho com o direito de ir e vir. A discussão não se resume a permitir ou retirar os ambulantes: envolve criar regras claras para a ocupação do espaço público, considerar as condições de trabalho e preservar a circulação nas calçadas. O tema tem ganhado espaço em Lavras, que cresce e enfrenta novos desafios de organização urbana.
A expansão da cidade reforça a necessidade de respostas concretas para conciliar atividade econômica, circulação de pedestres e uso dos espaços públicos, com um centro acessível e acolhedor.
Empresários e representantes de diferentes setores buscam respostas e alternativas para organizar o comércio ambulante e garantir a circulação de pedestres no centro. Uma das possibilidades em estudo pela Secretaria Municipal de Indústria e Comércio é a construção de um camelódromo, que poderia concentrar os vendedores em um espaço próprio. A proposta ainda depende de definições sobre local, estrutura e funcionamento.
















