Investigação aponta britânico como o grafiteiro; representantes do artista não confirmam informação.
Uma investigação publicada pela agência de notícias Reuters afirma ter identificado o homem por trás do pseudônimo Banksy, artista britânico que construiu fama mundial com grafites de forte teor político e por manter sua identidade em absoluto sigilo.
Segundo a reportagem, o nome de batismo do artista seria Robin Gunningham, nascido em Bristol, no sudoeste da Inglaterra. A conclusão foi alcançada após meses de apuração que envolveram entrevistas com dezenas de pessoas, além da análise de registros judiciais e boletins de ocorrência.
O nome de Gunningham já havia aparecido em especulações sobre a identidade de Banksy, mas a investigação da Reuters reúne novos elementos documentais para sustentar a hipótese.
Entre os documentos analisados pela agência está um boletim de ocorrência registrado em Nova York no ano 2000. Na ocasião, um artista foi detido após vandalizar um outdoor publicitário.
Segundo a reportagem, o homem identificado no registro policial se apresentou como Robin Gunningham. A Reuters afirma que esse episódio ajudou a reforçar a ligação entre o nome e o artista que assinaria posteriormente como Banksy.
Após esse episódio, segundo a investigação, o artista teria alterado legalmente seu nome para David Jones — um dos nomes mais comuns do Reino Unido.
Outro elemento citado pela reportagem envolve a presença de uma pessoa registrada como David Jones na Ucrânia em 2022. Naquele mesmo período, diversos murais atribuídos a Banksy começaram a surgir em cidades ucranianas atingidas pela guerra.
A coincidência temporal chamou a atenção dos jornalistas da agência e foi considerada mais uma pista que ajudou a reconstruir os possíveis movimentos do artista.
Representantes não confirmam
Apesar da repercussão da reportagem, representantes de Banksy não confirmaram as conclusões apresentadas pela Reuters. Segundo a agência, a equipe do artista informou que ele não pretende comentar o assunto.
O advogado do grafiteiro, Mark Stephens, também tentou impedir a publicação da investigação. Segundo a agência, o defensor argumentou que a divulgação poderia comprometer a privacidade e a segurança de Banksy.
Mesmo com décadas de especulação sobre sua identidade, o artista segue sendo uma das figuras mais enigmáticas da arte contemporânea, mantendo sua persona pública associada apenas ao pseudônimo e às obras espalhadas por diferentes cidades do mundo.
















