Projeto começa a ser implantado em 10 de novembro e prevê expansão para 2 mil unidades no país; publicidade financiará os serviços.
Uma nova versão do tradicional Orelhão chegará às ruas de Belo Horizonte na próxima terça-feira (10). Inspirado nos antigos telefones públicos, o equipamento terá outra função: servir como ponto de apoio gratuito para entregadores, motoristas de aplicativo, ambulantes e outros profissionais que passam boa parte do dia trabalhando nas ruas.
Idealizado pelo empreendedor André Souza, que atua em projetos de inovação nas áreas de comunicação, turismo e tecnologia, o projeto levou 18 meses para ser desenvolvido. Cada unidade oferecerá água gelada e um micro-ondas industrial para o aquecimento de refeições.
Anúncios vão financiar os serviços
O acesso será gratuito. Os custos de operação serão cobertos por anunciantes e patrocinadores, em um modelo baseado na mídia exterior, conhecida como Out of Home (OOH). Cada estrutura terá espaço publicitário para até 15 marcas.
O projeto foi desenvolvido para suportar o uso frequente e a exposição às condições climáticas. O custo estimado de fabricação de cada totem é de R$ 30 mil, incluindo estrutura, equipamentos e sistema tecnológico.
Projeto prevê expansão nacional
Belo Horizonte será a primeira cidade a receber os novos equipamentos. A iniciativa prevê instalar 2 mil unidades em diferentes regiões do Brasil durante o primeiro ano.
A história do Orelhão
Criado em 1971 pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, o Orelhão se tornou um dos símbolos do mobiliário urbano brasileiro. Presente nas ruas por mais de cinco décadas, o telefone público perdeu espaço com a popularização dos celulares e foi retirado oficialmente de circulação em janeiro de 2026.
O formato original foi criado para proteger os aparelhos da chuva e do sol e reduzir os ruídos externos durante as ligações. A arquiteta se inspirou no formato de um ovo, considerado adequado para ajudar no isolamento acústico.
A nova estrutura será produzida com materiais adaptados ao uso em espaços públicos, como ABS (acrilonitrila butadieno estireno), aço carbono e alumínio, além de receber pintura automotiva. A combinação busca aumentar a durabilidade dos equipamentos.
















