Banco de Biodiversidade Microbiana da UFLA preservará a identidade dos queijos artesanais mineiros por meio da conservação de seus microrganismos.
A Universidade Federal de Lavras (UFLA) implantou um banco inédito de biodiversidade microbiana voltado à preservação do queijo artesanal de leite cru, patrimônio alimentar e cultural de Minas Gerais. A iniciativa foi apresentada pelo professor Luís Roberto Batista, da Escola de Ciências Agrárias (Esal/UFLA), durante a Expo Queijo Brasil, realizada em Araxá.
Instalado na Unidade de Recursos Microbiológicos (URMicro), o banco armazenará amostras de queijos artesanais de diferentes regiões produtoras, preservando os microrganismos responsáveis pelos aromas, sabores, texturas e demais características que tornam cada queijo único.
Segundo os pesquisadores, a iniciativa protege a identidade microbiológica dos produtos diante das mudanças climáticas, que podem alterar a composição natural desses microrganismos ao longo do tempo. As amostras são conservadas em ultrafreezers a -80°C, permitindo sua preservação por décadas sem custos para os produtores.
Além da conservação, o projeto permitirá o desenvolvimento de pesquisas para descrever cientificamente o terroir dos queijos artesanais. Com o uso de metodologias avançadas e Inteligência Artificial, a equipe pretende identificar os fatores que influenciam as características sensoriais de cada queijo, valorizando o saber-fazer tradicional e fortalecendo sua qualidade, autenticidade e valor comercial.
O Queijo Minas Artesanal foi reconhecido em 2024 como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, e o novo banco da UFLA busca contribuir para a preservação desse patrimônio biológico e cultural para as futuras gerações.
















