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Campeão Clarão quer fazer história com o boxe lavrense

Clarimundo Aparecido da Silva, o Clarão: criação de associação da categoria em Lavras.

Clarimundo Aparecido da Silva, 68 anos, nasceu em uma família numerosa em Uberaba (MG). Ainda na infância, influenciado pelo pai, descobriu a paixão pelo boxe. Mais tarde, mudou-se para São Paulo, onde se tornou torneiro-mecânico e, ao mesmo tempo, construiu uma carreira vitoriosa nos ringues.

Seu nome carrega peso na história do esporte. Foi campeão brasileiro, latino-americano, paulista e também conquistou títulos internacionais. Há 10 anos em Lavras, ele e outros companheiros – entre eles o campeão de MMA Márcio “Tubarão” – acabam de fundar a Associação de Boxe de Lavras (ABL).

A entidade nasce com a proposta de promover a formação esportiva, incentivar a saúde, fomentar a inclusão social e estimular a disciplina. O projeto surge diante da crescente procura de jovens e adultos interessados na modalidade e já conta com o apoio de atletas consagrados, como Márcio Tubarão.

“Queremos promover o boxe como esporte, cultura e instrumento de transformação social. Além disso, incentivar a prática regular de atividades físicas para a melhoria da saúde e da qualidade de vida”, destacou Clarão.

A entidade nasce com a proposta de promover a formação esportiva, incentivar a saúde, fomentar a inclusão social e estimular a disciplina

Trajetória

Clarimundo Aparecido da Silva: lenda do boxe brasileiro 

Clarão mergulhou fundo no boxe. Conviveu com lendas nacionais como Éder Jofre e Miguel de Oliveira, de quem foi sparring, além de ter dividido os ringues de treino com José Adilson Rodrigues dos Santos, o Maguila, campeão brasileiro e sul-americano.

Em 1979, conquistou o título latino-americano ao derrotar Félix Ruiz, no Ginásio Luna Park, em Buenos Aires. “Fui ovacionado. Recebi uma chuva de moedas quando deixei o local. Nunca vou me esquecer”, recorda.

Ainda em 1979, a convite de Caio Pompeu de Toledo, então secretário municipal de Esporte e Lazer de São Paulo, passou a ensinar boxe para detentos do Pavilhão 2 da Casa de Detenção do Carandiru.

“Nunca fui tão bem tratado na minha vida. Havia um código de ética entre os detentos”, relembra.

O pugilista ao lado de Eder Jofre, maior nome do esporte brasileiro, nos anos 70, em São Paulo. 

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