Sanfoneiro levou a música nordestina a diálogos com jazz, blues e música erudita; causa da morte não foi divulgada.
O sanfoneiro Oswaldinho do Acordeon morreu neste domingo (26), aos 72 anos. A notícia foi divulgada nas redes sociais por amigos do músico, entre eles o radialista Orlando Camboim e o sanfoneiro Rodolfo Forte. A causa da morte não foi informada.
Nascido Oswaldo de Almeida e Silva, em Duque de Caxias (RJ), em 1954, ele era filho do sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo. Mudou-se ainda criança para São Paulo, onde começou a estudar piano e, pouco depois, se dedicou ao acordeon.
Oswaldinho aprendeu música inicialmente de forma autodidata, convivendo com artistas como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca na casa de forró aberta por seu pai, no bairro do Brás. Na década de 1970, também estudou música erudita em um conservatório.
A carreira começou cedo: aos nove anos, participou de um disco do pai; aos 12, gravou seu primeiro compacto. Ganhou projeção nacional nos anos 1970 com álbuns como Fantástico Oswaldo Silva, Só Quero um Xodó e Forró Pop. O disco Oswaldinho, de 1975, consolidou o nome artístico pelo qual ficou conhecido.
Ao longo da trajetória, colaborou com artistas da MPB, como Tom Zé, Moraes Moreira, Baby do Brasil e Pepeu Gomes, além do grupo Bendegó. Seu trabalho aproximou o forró de outros estilos, incluindo jazz, blues e música clássica.
Lançado em 1981, Forró in Concert marcou a carreira internacional do sanfoneiro. O álbum combinava ritmos nordestinos com peças de compositores clássicos, como Beethoven, e ajudou a levar sua música a palcos europeus.
Com informações da Folha de S.Paulo.
















