Cantora Patrícia Marx destaca carinho por Minas Gerais antes de show em Lavras.
Patrícia Marx não se cansa de ter esperança. Trabalhadora incansável da música, a cantora tem se reinventado a cada novo trabalho.
Aos 51 anos, hoje divide seu tempo entre o curso de Psicologia e os shows pelo Brasil. Sua voz intimista, ousadia e talento são provas de sua robustez artística.
Estrela do conjunto musical infantil Trem da Alegria nos anos 80, ela convive com a fama desde os seis anos de idade, sempre mantendo o prumo de uma carreira que já soma mais de 16 álbuns lançados.
Em conversa exclusiva com o Curta Lavras, Patrícia Marx fala sobre as expectativas de se apresentar em Lavras no próximo dia 27. O show gratuito será na Rua Getúlio Vargas, próximo à Casa Rosada, promovido pela Prefeitura para celebrar a força e a importância das mulheres.

Como é se apresentar em Minas Gerais?
Patrícia: Vai ser um prazer ir para Lavras. Não vejo a hora de estar com vocês. Minas Gerais é um estado riquíssimo em cultura, música, sabores e cores. Estou contando os dias para comer um bolo de milho e beber o cafezinho mineiro.
Você acaba de gravar um álbum dedicado a Ivan Lins, mestre da canção que completou 80 anos. Como isso se deu?
Patrícia: O Ivan é um gênio, realmente um dos grandes compositores da MPB. Acho importante trazer essas músicas para que o público mais jovem conheça, e também é uma forma de manter a obra dele viva.
Como foi a escolha das canções do álbum?
Patrícia: Muito difícil escolher o repertório dentre tantas canções emblemáticas. Foi uma grande responsabilidade, tanto que eu nem quis alterar os tons das músicas. Conservei tanto os tons quanto os arranjos originais.
Você sempre foi uma artista inventiva, que não se acomodou nas conquistas do passado. Isso te trouxe mais liberdade?
Patrícia: Eu nunca fiquei na caixa. Como todo artista, estou sempre me reinventando. Sempre olhando para o futuro, sem esquecer de onde eu parti.
O grande Guilherme Arantes disse, em entrevista recente, que o mundo do streaming representa um avanço na música, pois tem apresentado seu trabalho às novas gerações. Concorda?
Patrícia: Ahhhhhh, eu quero o telefone do Guilherme Arantes… (risos)! Fazer arte no Brasil é muito complicado, mas eu faço música pela música.
















