O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial de domingo (25), foi intimado pela Polícia Federal nesta segunda-feira (26) a entregar os passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas. A determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também o proíbe de deixar o país e de se comunicar com o advogado Willer Tomaz.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que foi intimado quando deixava a casa do pai, Jair Bolsonaro, em Brasília. O senador atribuiu a medida a uma declaração do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que, na sexta-feira (23), disse que ele deveria deixar o país caso perdesse a eleição.
“Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”, questionou Flávio. Ele afirmou que nunca pensou em sair do país e que entregará os documentos. Sua assessoria também informou que a decisão será cumprida no prazo determinado.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado em 2022.
Na segunda-feira, Flávio também disse que pedirá a cassação da chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando abuso de poder político e econômico. No domingo, ele havia afirmado que pediria a anulação da eleição.
Ao criticar a prorrogação do horário de votação até as 19h, Flávio acusou a campanha de Lula de usar dinheiro público para “fazer a maior compra de votos da história”. A campanha de Lula pediu a extensão diante de relatos de dificuldades de transporte para eleitores, especialmente em Salvador e São Paulo. A campanha de Flávio também solicitou a ampliação do horário em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, em razão das condições climáticas.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 34.330 votos — 0,03% do total — foram registrados depois das 17h. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que a prorrogação não causou problemas na totalização dos votos.
Flávio é investigado no STF em um inquérito relacionado ao filme Dark Horse, que recebeu ao menos R$ 65 milhões de Daniel Vorcaro, do Banco Master. A Polícia Federal também pediu ao Supremo a abertura de investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz, que é investigado no caso das fraudes no INSS.
Com informações da Folha de S.Paulo.














