O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu uma ação para apurar se medidas adotadas pelo governo federal em ano eleitoral configuraram abuso de poder político e favoreceram a chapa Lula-Alckmin. A investigação foi solicitada pelo partido Novo.
O pedido cita 35 atos que, segundo a legenda, criaram ou ampliaram benefícios à população. Entre as medidas estão o reajuste do Bolsa Família e a ampliação de subsídios aos combustíveis. O Novo afirma que essas iniciativas teriam beneficiado eleitoralmente a chapa.
O corregedor-eleitoral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que os integrantes da chapa apresentem defesa em cinco dias. A decisão também menciona a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin em eventos de anúncio de algumas das medidas.
Segundo levantamento apresentado pelo partido, as 35 iniciativas anunciadas em ano eleitoral equivalem ao total de medidas semelhantes editadas entre 2023 e 2025. A defesa da campanha de Lula foi procurada pela Folha, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
Se a ação for julgada procedente pela maioria dos ministros do TSE, a chapa poderá ser cassada, e Lula e Alckmin poderão ficar inelegíveis por até oito anos.
Com informações da Folha de S.Paulo.
















