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Trajetória de José Luiz de Mesquita é revisitada por pesquisadora em estudo

A pesquisadora e professora Andrêsa Helena de Lima revisita o legado de José Luiz de Mesquita — educador, fundador de instituições históricas e defensor incansável da cultura negra em Lavras. 

Neste domingo (20), data que encerra as ações do Novembro Negro — mês em que se celebra o 20 de Novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra — o Curta Lavras conversou com a pesquisadora e professora Andrêsa Helena de Lima. Em entrevista ao Curta Lavras, ela destaca o legado do professor José Luiz de Mesquita, figura central na história da educação, da cultura e da resistência negra em Lavras (veja vídeo abaixo).

A pesquisadora, autora da tese “Azarias Ribeiro de Souza e José Luís de Mesquita: Professores Negros no Sul de Minas Gerais – 1882/1954”, defendida em 2015, analisa a trajetória desses educadores, problematizando marcadores sociais como raça, etnia, classe social e masculinidades imbricados com a educação.

Em Lavras, Andrêsa realizou revisão bibliográfica e pesquisa documental sobre a atuação de ambos os professores. O estudo evidencia a resistência cotidiana de Azarias Ribeiro de Souza e José Luís de Mesquita, destacando seus percursos e enfrentamentos em um contexto marcado por desigualdades raciais. A pesquisa foi orientada pela Dra. Cláudia Maria Ribeiro e também aborda a atuação do professor e jornalista Azarias Ribeiro.

Trajetória 

José Luiz de Mesquita foi fundador de três instituições fundamentais da história lavrense: a Euterpe Operária, banda de música conhecida como “a furiosa” (1910); o Moreno Esporte Clube (1920); e o Crisântemo Clube (1938).

Ao longo de sua trajetória, Mesquita foi empossado diversas vezes como Juiz de Paz de Lavras, destacando-se também como militante do movimento negro.

Um dos episódios mais marcantes ocorreu na década de 1940, quando ele impediu a demolição da Velha Matriz, hoje Igreja do Rosário. Mesquita acionou o órgão responsável pela preservação do patrimônio histórico-cultural e solicitou o tombamento do templo, garantindo sua permanência como parte da memória da cidade.

A homenagem ao educador veio em 1988, com a inauguração da herma ao lado da Igreja do Rosário.

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