A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, na manhã de ontem (12/6), uma operação conjunta para cumprimento de medida cautelar de interdição temporária de uma empresa de tratamento e disposição de resíduos perigosos, localizada em Campo Belo, no Centro-Oeste do estado.
A ação contou também com a participação da Polícia Militar de Meio Ambiente, da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e da Agência Regional de Proteção Ambiental da Bacia do Rio Grande (Arpa).
Materiais como documentos, computador e celular foram apreendidos para perícia técnica da PCMG. A responsável técnica pela operação da unidade, uma mulher de 36 anos, foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos.
Inquérito policial
A investigação, que teve início em dezembro de 2024, apura a reincidência da empresa na prática de crimes ambientais de grande impacto, além de possíveis infrações administrativas.
“A decisão judicial que embasou a operação também autorizou buscas e apreensões de documentos, equipamentos eletrônicos e celulares, além da quebra do sigilo de dados digitais da empresa e de seus representantes, com o objetivo de aprofundar a apuração técnico-operacional”, detalhou a delegada Rafaela Franco, responsável pelo inquérito policial.
Durante os levantamentos, foram constatados indícios de armazenamento inadequado de resíduos perigosos, disposição irregular de materiais, vazamento de efluentes e falhas no manejo de resíduos sólidos industriais.
A operação envolveu seis policiais civis, três policiais militares ambientais, cinco integrantes da Feam e cinco servidores da Arpa. As investigações prosseguem pela Delegacia em Campo Belo.
















