Alunos da Álvaro Botelho celebram a ancestralidade em uma mostra cheia de arte, identidade e memória.
As ações do Novembro Negro, promovidas pelo Governo Municipal, se encerram na próxima semana com uma palestra e uma exposição dedicadas ao tema da ancestralidade, apresentando trabalhos dos alunos da Escola Municipal Álvaro Botelho.
A programação continua na segunda-feira, dia 24, na Casa da Cultura, a partir das 15h, com uma atividade voltada para estudantes. Os alunos participarão de uma palestra com a artesã Edna Oliveira e com o professor e músico Everton de Brito, doutor em Patrimônio Cultural.
Edna, integrante da AMCEP – Associação Mineira de Cultura e Educação Patrimonial, é reconhecida por transformar histórias, identidades e tradições afro-brasileiras em suas emblemáticas Bonecas Afros, peças que carregam significado e memória. Suas obras também integram a mostra do Bonserá do Madeira, onde permanecem expostas ao público.
O professor Everton de Brito ampliará o diálogo com os estudantes, abordando a importância do patrimônio cultural, da ancestralidade e da preservação da memória afro-brasileira.
Durante a atividade, os alunos abrirão uma exposição especial, com trabalhos produzidos ao longo do mês, incluindo painéis de pedrarias e criações voltadas à valorização da ancestralidade.
O público também poderá conferir trabalhos de artistas negras em exposição na Casa da Cultura. Participam da mostra: Dos Santos, que explora o desenho e o misticismo em busca de uma estética própria; Rafaella Anielly, que cria figurinos como narrativas ancestrais e rituais de resistência; Sebastian Azarias, cujas obras provocam reflexões sobre existência e sociedade; e Tatiane Estevam, que apresenta a série “A força feminina se revela em cores”, retratando mulheres como símbolos de liberdade e potência criadora. A mostra conta ainda com obras da artista Rênia Karina, que une temas como mulher, religiosidade e brasilidade.

















