Retrato do cantor Benito di Paula, em São Paulo, em 2013 – Eduardo Knapp – 6.set.2013/Folhapress.
Benito Di Paula consagrou-se com um estilo próprio, batizado de “samba-joia”, considerado precursor do pagode romântico. A mistura unia o samba tradicional ao piano e a arranjos românticos.
Conhecido pelos cabelos cacheados na altura dos ombros, mais tarde alisados, o cantor fluminense construiu uma trajetória de destaque na música popular brasileira, principalmente nas décadas de 1970 e 1980. Com dezenas de álbuns lançados, deixou clássicos como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown” e “Mulher Brasileira”.
Suas músicas continuam sendo cantadas por artistas de gerações posteriores ligadas ao samba. “Do Jeito que a Vida Quer”, por exemplo, ficou conhecida também na voz de Xande de Pilares.
Benito manteve-se ativo nos palcos até os últimos meses de vida. Em julho, participou do espetáculo “Benito 85”, criado por seu filho Rodrigo Vellozo para celebrar os 85 anos do cantor, que seriam completados em novembro. No show, revisitou canções marcantes da carreira. Pai e filho também lançaram juntos o álbum “O Infalível Zen”, em 2021. Neste sábado, Rodrigo publicou uma homenagem nas redes sociais: “Te amo, papai! Obrigado”.
Benito também era pai do cineasta André Vellozo, que morreu em 2019, aos 36 anos.
O legado do artista foi celebrado ainda no samba-enredo “Em Retalhos de Cetim, a Águia de Ouro do jeito que a vida quer”, apresentado pela escola de Pompeia no Carnaval de São Paulo de 2025. Emocionado, Benito desfilou com a família no último carro da escola.
















