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Filho do fundador do CRIA de Lavras mira Los Angeles e mantém legado filho do pai

Filho de Fernando Oliveira, fundador do CRIA Lavras, o decatleta Pedro Oliveira transformou o incentivo do pai em uma trajetória de destaque no atletismo brasileiro.

A trajetória do atleta do decatlo brasileiro, Pedro Oliveira, destaca o poder transformador do esporte e o legado duradouro do incentivo paterno. Ele é filho de Fernando Oliveira, criador do CRIA Lavras (Centro Regional de Iniciação ao Atletismo), projeto de incentivo ao esporte ligado à Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais. Sem perder de vista o pódio, atualmente Pedro faz parte do Afroesporte Fund 4, idealizado pela Afroesporte e que, nesta quarta edição, conta com o patrocínio da Betano. O programa oferece um ano de bolsa auxílio, terapia, mentoria financeira e masterclasses.

Criado sendo inspirado pelo seu pai, ex-atleta dos 400m com barreiras e professor de Educação Física, Pedro transformou um desafio de saúde na infância no primeiro passo rumo ao alto rendimento esportivo nacional. Pedro sempre foi apaixonado por esportes, e após sofrer uma infecção grave que culminou na perda quase total da visão de seu olho direito, teve que descartar a prática de modalidades em grupo por orientação médica, para prevenir novas lesões.

Motivado pelo pai, que já praticava o atletismo, e fascinado pelas transmissões dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, Pedro encontrou nas pistas do decatlo o seu verdadeiro caminho. Naquela época, portanto, Fernando se tornou também treinador de Pedro, incentivando-o a se dedicar integralmente ao esporte e buscar pódios cada vez mais altos.

 

O CRIA Lavras e o legado do pai

A paixão compartilhada entre pai e filho extrapolou os limites do treino em família. Na cidade de Lavras, no Sul de Minas Gerais, Fernando Oliveira deu início a um projeto comunitário que viria a se consolidar como o CRIA (Centro Regional de Iniciação ao Atletismo).

O projeto social tornou-se uma referência de inclusão desportiva na região. Foi na estrutura do CRIA que Pedro desenvolveu suas aptidões físicas e encontrou sua vocação no decatlo, prova do atletismo composta por dez modalidades que exigem versatilidade, técnica e extrema regularidade. Sua evolução rápida ficou evidente em 2011, ao conquistar seu primeiro título nacional no pentatlo sub-15.

Nos gramados do projeto, Pedro também atuou como treinador voluntário, incentivando diversas crianças e adolescentes a também seguirem na carreira de atleta e encontrarem novas oportunidades a partir do esporte.

Superação, Recomeço e o Foco nos Jogos de 2028

A caminhada rumo ao topo do esporte nacional, contudo, enfrentou o seu momento mais dramático em 2019. Às vésperas de atingir índices internacionais, Pedro perdeu repentinamente o pai e treinador, vítima de um AVC. Abalado emocional e financeiramente, o atleta chegou a interromper a carreira de forma definitiva.

Entretanto, incentivado por familiares e amigos a honrar a memória do pai, Pedro mudou-se para São Paulo e decidiu dar uma última chance ao atletismo. A resposta veio de forma surpreendente: conquistou a medalha de prata no decatlo do Campeonato Brasileiro adulto, feito que relançou sua carreira no cenário nacional. “Tudo o que eu construí no esporte e a pessoa que me tornei devo aos ensinamentos do meu pai. Ele não foi apenas meu treinador; foi quem me ensinou a ter resiliência e a enxergar o esporte como instrumento para abrir portas, assim como fez em Lavras com o CRIA. Hoje, cada marca que alcanço nas pistas é uma forma de manter vivo o seu legado.” conta Pedro.

Nova fase

Pedro foi contemplado pela quarta edição Afroesporte Fund, 1º Fundo de apoio ao empreendedorismo esportivo que, nesta edição, conta com o patrocínio da Betano. Com o apoio, Pedro superou a rotina exaustiva de jornadas duplas de trabalho para focar 100% nos treinos de alto rendimento. Com o pódio olímpico como foco, o decatleta avança no ranking mundial focado na qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, consolidando o nome de sua família e da cidade de Lavras na história do atletismo brasileiro. “Ainda tenho muitos sonhos para conquistar, e o apoio da Afroesporte e da Betano têm sido fundamental para que eu possa me dedicar ao esporte integralmente”, conta.
Cheio de planos para o futuro, o atleta ainda conta que tem interesse em se dedicar à carreira acadêmica e pretende seguir apoiando o CRIA Lavras. “Tenho vontade de seguir os passos do meu pai, impactando outras pessoas por meio da educação e do seu legado no CRIA”.

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