Roda de conversa mediada por Rose Oliveira discute cinema, identidade e desafios das mulheres negras.
Duas jovens negras documentaristas, Greicielle Santos e Rayane Carvalho, ganharam destaque na noite desta quarta-feira (19) com a exibição de seus filmes na programação do Novembro Negro, realizada na Casa da Cultura, no centro de Lavras. O evento foi promovido pelo Governo Municipal com apoio do Verde Cine.
Os trabalhos, ambos desenvolvidos com recursos da Lei Paulo Gustavo, apresentam, cada um à sua maneira, abordagens antropológicas, sociais e coletivas sobre bairros periféricos do município — como o Judith Cândido, cenário do documentário de Greicielle Santos. Com sensibilidade, sua câmera registra histórias de luta, resistência, esperança e conquistas de personagens anônimos da comunidade.
Entre as narrativas, destaca-se a trajetória do recifense Djair Araújo, radialista com mais de 40 anos de profissão. Ele atuou em diversas emissoras de rádio e TV, participou como figurante nas novelas Cavalo de Aço (Rede Globo) e Jerônimo, o Herói do Sertão (TV Tupi), apresentou programas na TV Sul Fluminense (afiliada da Rede Band) e realizou múltiplos trabalhos televisivos. Hoje, Djair mantém a Web Rádio Stéreo Vale FM.

Djair Araújo, personagem do filme, tem mais de 40 anos de trajetória no rádio e na TV.
A roda de conversa que se seguiu às exibições foi mediada pela vereadora Rose Oliveira. O encontro permitiu que as autoras compartilhassem seus processos de criação, refletissem sobre o desafio de ser mulher negra no mundo contemporâneo e dialogassem com o público.
Rayane Carvalho apresentou o documentário Laboratório Social, que retrata a rica tradição cultural das periferias urbanas de Lavras, com foco na empinação de pipas como forma de expressão e socialização. Pela lente de jovens e crianças da quebrada, o filme revela a criatividade, a resiliência e a força das brincadeiras como espaços de convivência, troca e aprendizado.

Público prestigia exibição de documentários do Novembro Negro.
















