A vereadora Rose Oliveira (PT) ao lado de familiares de Evellyn na Câmara de Lavras, durante a aprovação do Dia Municipal de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio.
A Câmara Municipal de Lavras aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (29), o projeto que institui o Dia Municipal de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio. A data será lembrada anualmente em 17 de abril, dia em que Evellyn Cristine Firmino da Silva desapareceu.
A adolescente tinha 17 anos. O corpo foi encontrado quatro dias depois, e a Polícia Civil investigou o caso como feminicídio. O desaparecimento mobilizou moradores de Lavras e teve repercussão nacional.

De autoria da vereadora Rose Oliveira (PT), a proposta prevê ações para preservar a memória das vítimas e campanhas de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres. Também inclui a implantação do Projeto Banco Vermelho, símbolo da luta contra o feminicídio.
Durante a discussão, Rose ressaltou que a proposta nasceu de uma construção coletiva, com a participação de mulheres, entidades e da professora Maria Camila. “Nós, mulheres, nunca caminhamos sozinhas”, afirmou. A vereadora também lembrou a luta de mulheres que abriram caminho para que outras pudessem votar e ocupar cargos públicos. Para ela, representar as mulheres nesses espaços exige ouvi-las.
Rose disse que preservar a memória das vítimas faz parte da busca por justiça e da prevenção de novos casos. “Nunca é culpa da mulher. A culpa é de quem comete o crime”, declarou. Ela defendeu ações educativas voltadas aos meninos e afirmou que a sociedade precisa enfrentar ideias que, por muito tempo, tentaram justificar a violência contra mulheres, como a chamada “legítima defesa da honra”.

A vereadora também mencionou um panfleto distribuído pela família de Evellyn com um pedido por justiça. O vereador João da Saúde manifestou apoio aos familiares e afirmou que os parlamentares acompanharão a cobrança por responsabilização.
O nome de Evellyn também foi dado à Biblioteca Pública do Residencial Parque das Oliveiras. A denominação foi aprovada anteriormente pela Câmara, em projeto do Executivo, e sancionada como Lei Municipal nº 4.973, em agosto. A cerimônia de inauguração contou com a participação de familiares de Evellyn.
















