Uso de fogos de artifício com estampido durante manifestação política na quarta-feira (21) provocou reclamações. Legislação municipal proíbe a prática desde 2019.
O uso de fogos de artifício durante uma manifestação em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, realizada na noite de quarta-feira (21), em Lavras, provocou reclamações de moradores. A prática é proibida pela Lei Municipal nº 4.496/2019, que impede a utilização de artefatos pirotécnicos que produzam estouros e estampidos.
O ato, organizado pelo PL Jovem de Lavras e pelo grupo Estudantes de Direita da UFLA, começou na portaria principal da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e seguiu em direção à praça Dr. Augusto Silva, na região central da cidade.
Durante a caminhada, houve queima de fogos de artifício. Moradores questionaram o barulho e o cumprimento da legislação municipal. Em mensagem encaminhada ao Curta Lavras, um morador relatou disparos sucessivos de fogos com forte estampido sonoro e pediu atenção para o possível descumprimento da lei.
O que diz a legislação
Em vigor desde maio de 2019, a Lei Municipal nº 4.496 proíbe o manuseio, a queima, a utilização e a soltura de fogos de artifício que provoquem poluição sonora por meio de estouros e estampidos. A proibição vale para espaços públicos e privados, tanto em ambientes abertos quanto fechados. A legislação permite apenas fogos de efeito visual, sem estampido, e prevê multas para os responsáveis pelo descumprimento.
Manifestação reuniu lideranças do PL
A caminhada contou com a presença do senador eleito Domingos Sávio, do deputado federal eleito Dr. Frederico e de Eduardo Azevedo, do PL, além de jovens, estudantes, comerciantes e famílias.
Durante o ato, também foram feitas críticas à presença de grupos de esquerda na UFLA e ao que participantes classificaram como doutrinação na Universidade. A programação incluiu uma oração conduzida pelo pastor Luiz Carlos Borges e a execução do Hino Nacional.
A participação das lideranças políticas ocorreu em meio à mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais.
A reclamação sobre os fogos chama a atenção para a necessidade de cumprimento da legislação municipal também durante manifestações políticas. Até o momento, não há informação confirmada sobre eventual autuação ou identificação dos responsáveis pela queima dos artefatos. O espaço permanece aberto para manifestação dos organizadores e dos órgãos responsáveis pela fiscalização.
















