Lavras recebeu, neste sábado (5), uma programação da Virada Cultural Amazônia de Pé, reunindo música, cinema, cultura, ancestralidade e mobilização social. As atividades aconteceram na Rua Alfredo Marani, 124, no bairro Cruzeiro do Sul, com a participação de artistas, integrantes de movimentos culturais e moradores.
Realizada pelo VERdeCINE, a programação contou com apoio da ADUFLA, SIND-UFLA e Prefeitura Municipal de Lavras. Entre as atrações estiveram apresentações de Binho Seba, performance do rapper e grafiteiro Zuza, participação da rapper Dandara Gonçalves e a intervenção Sarau na Rua.
O público também participou de uma visita guiada ao Castelo São Jorge Nagô, espaço ligado à tradição, à cultura e à religiosidade de matriz africana. A atividade foi conduzida por Pai Thales de Ogum, que apresentou aspectos relacionados à história e à importância do local.
Cinema e meio ambiente
Outro destaque da programação foi a exibição do documentário “As Folhas”, produção audiovisual gravada no próprio Castelo São Jorge Nagô. O filme aborda questões relacionadas à ancestralidade, ao território e à sustentabilidade, aproximando o cinema das discussões sobre cultura e preservação ambiental.
A atividade integrou a 5ª edição nacional da Virada Cultural Amazônia de Pé, realizada entre os dias 4 e 6 de setembro em diferentes regiões do país. Em 2026, a mobilização tem como tema “A política começa no território”.
Recolhimento de assinaturas
Além das atividades culturais, o evento promoveu o recolhimento de assinaturas em apoio à iniciativa popular Amazônia de Pé.
A proposta busca destinar florestas públicas da Amazônia para proteção socioambiental, incluindo territórios de povos indígenas e quilombolas, áreas de pequenos produtores extrativistas e unidades de conservação.
Segundo o movimento Amazônia de Pé, são necessárias 1,5 milhão de assinaturas para que a iniciativa seja apresentada ao Congresso Nacional. A proposta pretende contribuir para a proteção de aproximadamente 57 milhões de hectares de florestas públicas.
Em Lavras, a coleta integrou a programação e possibilitou aos participantes conhecer a proposta e aderir à mobilização.
Cultura e território
Ao reunir música, performance, cinema, visita guiada e participação social, a programação buscou aproximar diferentes manifestações culturais de temas como território, preservação ambiental e valorização das tradições.
A realização também ocorreu no contexto do Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro. O bioma ocupa aproximadamente 49% do território brasileiro e abriga uma das maiores biodiversidades do planeta, além de ser território de povos indígenas e diversas comunidades tradicionais.
A preservação da floresta está relacionada à proteção da biodiversidade, dos recursos naturais e dos modos de vida das populações que vivem na região.















