segunda-feira , 13 julho 2026
Lar Cultura ‘Foreign Tongues’ é mais um capítulo vencedor na carreira dos Rolling Stones
Cultura

‘Foreign Tongues’ é mais um capítulo vencedor na carreira dos Rolling Stones

BROOKLYN, NEW YORK - MAY 05: Mick Jagger, Keith Richards and Ronnie Wood pose backstage during the exclusive launch event of The Rolling Stones new album “Foreign Tongues” at Weylin on May 5, 2026 in Brooklyn, NY. (Photo by Kevin Mazur/Getty Images for UMG)

Rolling Stones em 2026 (E-D): Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood (Foto: Kevin Mazur / Getty Images for UMG).

Em 2023, os Rolling Stones surpreenderam ao anunciar e lançar Hackney Diamonds, seu primeiro álbum de inéditas em 18 anos. Não é como se a banda estivesse parada nesse tempo todo: além de incontáveis turnês, eles disponibilizaram um disco de covers de blues (Blue & Lonesome, 2016) e as canções soltas “Doom and Gloom” e “One More Shot”, como parte da coletânea GRRR! (2012).

Aliás, os Stones nunca pararam — nem mesmo em períodos de briga entre o vocalista Mick Jagger e o guitarrista Keith Richards, únicos membros originais remanescentes. Mas um álbum cheio de novas composições tem sabor diferente. É um atestado de que um artista segue criativo, mesmo nos estágios mais avançados de sua carreira. De forma justa, o ótimo Hackney Diamonds recebeu aclamação crítica e comercial, com direito a chegar ao topo das paradas de 20 países.

Ainda naquela época, Jagger, Richards e o também guitarrista Ronnie Wood avisaram: um novo disco seria feito e lançado pouco tempo depois. Muitos não acreditaram, mas de fato eles voltaram a unir forças com o produtor Andrew Watt (44 anos mais jovem que o “novato” do grupo, Wood) e conceberam outra obra.

Não do zero. Foreign Tongues, que chega a público nesta sexta-feira, 10, guarda inúmeras semelhanças com Hackney Diamonds. A depender do gosto, soa como uma continuação natural ou seleção de sobras do disco anterior. Ainda assim, o novo trabalho apresenta alguns diferenciais importantes.

O primeiro está na retomada de Darryl Jones. Baixista “não oficial” em estúdio e turnês desde 1993, o americano esteve fora de Hackney Diamonds, já que o instrumento foi assumido por Watt, Richards e Wood. Agora, ele se faz presente em quase todas as faixas e contribui de forma substancial para o saboroso tempero pop/R&B de “Jealous Lover” e a veia disco music de “Never Wanna Lose You”.

Além disso, Foreign Tongues traz presença maior de guitarras, uso mais discreto dos convidados especiais — exceto por Steve Winwood, subestimado ícone do Traffic e Blind Faith responsável por teclados e órgãos de nove faixas — e um conteúdo lírico mais ácido. Exemplos?

Na despojada “Mr. Charm”, que seria muito interessante de se ouvir ao vivo, Jagger cita diretamente o “magnata enlouquecido” Elon Musk;
“Divine Intervention”, com seu refrão pegajoso e decisiva participação de Robert Smith (The Cure) na guitarra, reflete sobre “bilionários todos se apressando, correndo desesperados para seus refúgios nos céus”;

por sua vez, a country/folk “Ringing Hollow” faz o cantor admitir uma paixão pelos Estados Unidos do passado que não se mantém na atualidade. “A Estátua da Liberdade está de cara feia”, constata o inglês de 82 anos, por 19 deles residente de Nova York.

Fonte: Igor Miranda/Rolling Stones Brasil

Artigos Recentes

Categorias

Artigos relacionados

Morre Sam Neill, o Dr. Alan Grant de ‘Jurassic Park’, aos 78 anos

Ator tratava um linfoma não-Hodgkin em estágio três e administrava vinícolas na...

Biblioteca Meirinha Botelho celebra aniversário com exibição de filme

A Biblioteca Pública Municipal Meirinha Botelho comemora 48 anos de funcionamento com...

Morre ator Rui Rezende, intérprete do lobisomem de Roque Santeiro, aos 87 anos

Conhecido por interpretar o professor Astromar Junqueira, o inesquecível lobisomem de Roque...

Filmes e séries: confira as novidades da Netflix em julho

Em “Uma Casa na Pradaria”, a família Ingalls inicia uma nova vida...