Antes da entrevista ao Curta Lavras, Márcio Borges posa para uma sessão de fotos em um hotel no centro da cidade. Fundador do Clube da Esquina, o compositor revisitou memórias inesquecíveis de sua trajetória, marcada por encontros, canções e capítulos fundamentais da música brasileira.
Não há como penetrar completamente na lenda. Entrevistar Márcio Borges é mergulhar na história da música brasileira. Se o repórter parte em busca dos vestígios do passado, encontra um homem profundamente ligado ao presente. E, se acompanha o olhar do artista, percebe alguém que continua lançado para o futuro.
Escritor, poeta e letrista, Márcio conheceu Milton Nascimento aos 16 anos e deu início a uma parceria que atravessa décadas. Irmão de Lô Borges e um dos fundadores do Clube da Esquina, chega aos 80 anos com uma trajetória marcada por livros, canções e encontros que ajudaram a escrever a história da música brasileira.
Nesta conversa com o Curta Lavras, ele recorda a amizade com Elis Regina, relembra a convivência de juventude com a ex-presidente Dilma Rousseff, presta homenagem a Nana Caymmi, fala da parceria com Milton e Lô Borges, relembra a experiência de quase morrer ainda jovem e reflete sobre a entrada na Academia Mineira de Letras. Entre perdas, afetos e memórias, compartilha uma visão sensível sobre a arte, o tempo e a vida.
A entrevista foi gravada em um hotel de Lavras, pouco antes de Márcio Borges receber o título de Doutor Honoris Causa concedido pela Universidade Federal de Lavras (Ufla), na última terça-feira (23). Elegante em seu terno e com uma irreverente meia estampada em homenagem aos Beatles, o compositor carregava consigo a mesma combinação que marca sua trajetória: sofisticação, simplicidade e um permanente espírito jovem.
Um dos artífices do Clube da Esquina, recebeu a equipe do Curta Lavras para uma conversa franca, repleta de memórias, reflexões e histórias.
















