Falta de água, internet, energia, rua interditada e até carros presos em garagens fazem parte da rotina denunciada pela população.
Moradores da Travessa Capitão Valentim Fonseca, em Lavras, denunciam uma série de transtornos provocados por uma obra que já dura cerca de dois meses, iniciada por volta do dia 25 de fevereiro deste ano. Desde então, a população local relata interrupções frequentes no abastecimento de água, além de problemas recentes com energia elétrica e internet.
De acordo com os relatos, na tarde do dia 9 de abril, um novo episódio agravou a situação, quando um cano de água foi rompido e cabos de internet foram danificados, deixando residências sem os serviços. Já na manhã seguinte, o fornecimento de energia elétrica também foi interrompido após um incidente envolvendo a rede.

Os moradores afirmam que já chegaram a ficar mais de 48 horas sem água em ocasiões anteriores, devido a danos causados durante a execução da obra. Além disso, a via estaria em condições precárias, com buracos que impedem a entrada e saída de veículos das garagens há mais de uma semana.
Segundo os relatos, há veículos presos nas residências e moradores têm recorrido a serviços de transporte por aplicativo para conseguir se deslocar ao trabalho. Também há queixas sobre a necessidade de estacionar em vias próximas, com custos de área azul, sem apoio do poder público.
Outro ponto levantado é a falta de aviso prévio sobre a interdição da rua, o que teria agravado os impactos no dia a dia da comunidade. Até mesmo a circulação de pedestres tem sido dificultada pelas condições do local.
A via passa por um processo de reestruturação após problemas estruturais registrados nos últimos meses. Duas residências foram interditadas pela Defesa Civil, o que motivou a intensificação das intervenções na área.

Equipes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Obras estiveram no local para isolar a área e reforçar as medidas de segurança. Um estudo técnico para a contenção emergencial do terreno já começou a ser elaborado.
Diante do cenário, os moradores cobram uma solução rápida, além de maior planejamento e comunicação por parte dos responsáveis pela obra, frente aos prejuízos enfrentados diariamente.
















