O salário mínimo passará a ser de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026, conforme publicação do governo federal no Diário Oficial da União. O reajuste de 6,8%, pouco acima de R$ 100, eleva o piso atual de R$ 1.518 e segue a nova regra de valorização, que combina a inflação medida pelo INPC com o crescimento econômico de dois anos antes, respeitando o limite de 2,5% ao ano imposto pelo teto de gastos.
Segundo o Dieese, esse modelo garante ganho real ao salário mínimo, diferentemente do adotado nos governos anteriores, quando o reajuste se limitava à reposição inflacionária. A entidade destaca que essa política antiga contribuiu para a perda do poder de compra, especialmente entre 2020 e 2022, período em que os preços — sobretudo dos alimentos — subiram acima da média, afetando de forma mais intensa as famílias de baixa renda.
Apesar do avanço, o Dieese aponta que o valor ainda está distante do necessário para assegurar condições dignas de vida. Em novembro de 2025, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.067,18, cerca de 4,3 vezes o novo piso nacional.
Atualmente, cerca de 62 milhões de brasileiros recebem o salário mínimo, e o reajuste para R$ 1.621 deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia, com impacto positivo no consumo e na redução das desigualdades, ainda que insuficiente para suprir todas as necessidades básicas previstas na Constituição.
















