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A aposentada que deixou flores como legado na UFLA

Por: Marco Bissoli

Eles se tornaram os queridinhos da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Floridos. Majestosos. Reluzentes. A cada primavera, o conjunto de ipês-rosas da chamada “Entrada das Goiabas” parece ganhar ainda mais notoriedade.

Idealizado há mais de uma década pela desenhista projetista do Departamento de Agronomia da instituição, Vera Botelho (foto), o projeto transformou-se, a cada nova florada, em um dos principais cartões-postais da UFLA.

Caminhando sob o tapete rosado formado pelas flores caídas na “Entrada das Goiabas” — via que dá acesso ao campus pela rodovia Agnèsio Carvalho (que liga Lavras a Ijaci) —, Vera relembrou e comemorou o resultado do projeto.

“Fico muito orgulhosa pelo que foi feito. Deixei a UFLA em 2016, quando me aposentei. Passo muito tempo sem vir aqui. Quando volto, noto o desenvolvimento e a beleza das árvores que plantamos”, conta.

A trajetória de Vera no universo do paisagismo é longa e consistente. Tudo começou em 1976, quando ela passou a fazer cursos e a visitar viveiros de flores em cidades paulistas como Piracicaba, Campinas e Limeira.

Desde 1980, já como servidora da UFLA, integrou comissões de paisagismo da instituição. O impulso decisivo para o fortalecimento dessas ações viria com a primeira gestão do reitor José Roberto Scolforo e a chegada da professora Patrícia Duarte de Oliveira Paiva, da área de Floricultura e Paisagismo, coordenadora do Núcleo de Estudos em Paisagismo e Floricultura (Nepaflor).

Foi Vera quem mediu as covas, definiu o espaçamento e acompanhou o plantio das mudas, ao lado da equipe de jardineiros. O trabalho resultou no hoje famoso corredor de ipês-rosas, cenário de incontáveis registros fotográficos e vídeos feitos por visitantes e membros da comunidade acadêmica.

“O projeto foi finalizado com a professora Patrícia Duarte de Oliveira Paiva. Fomos muito felizes na escolha dos ipês — realmente ficou lindo. Escolhemos essa espécie por ser a árvore símbolo de Lavras. Outros pontos do campus também receberão mudas da espécie”, conclui Vera.

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