A possível privatização da Copasa ganhou novo capítulo nesta terça-feira (9). O Governo de Minas enviou à Assembleia Legislativa (ALMG) um substitutivo ao projeto de lei que trata da venda da estatal.
A principal mudança é que os recursos obtidos com a operação ficarão vinculados ao Propag (Programa de Acompanhamento e Gestão Fiscal de Minas Gerais), mecanismo que organiza o pagamento da dívida do Estado com a União e prevê investimentos obrigatórios a partir de 2026.
Segundo o vice-governador Mateus Simões, o valor de mercado da participação acionária do Estado na Copasa é estimado em R$ 4,5 bilhões, montante suficiente para cobrir quase quatro anos das despesas adicionais do Propag, que somam R$ 1,2 bilhão ao ano. O governo, no entanto, espera valor maior por deter o controle da companhia.
Além da Copasa, o governo também estuda a privatização da Gasmig. Simões defendeu a medida, mas afirmou que a discussão ficará para depois. Segundo ele, a ampliação da rede de gás no Sul e no Triângulo é estratégica, mas a estatal não tem conseguido investir no ritmo necessário.
O envio do substitutivo coincidiu com a retomada, pela Comissão de Constituição e Justiça da ALMG, do debate sobre a PEC do Referendo, que pode tornar obrigatória a consulta popular para autorizar privatizações em Minas.
















