O projeto “Cultura no Parque”, que será realizado em Lavras (MG) pela Fundação Abraham Kasinski, com patrocínio das empresas Expresso Nepomuceno, Minas Verde e Grupo Ciclope, destaca-se não apenas pela qualidade artística, mas também pelo compromisso exemplar com a acessibilidade e a inclusão social.
A acessibilidade é um valor central compartilhado por todos os envolvidos na realização deste projeto. Tanto a Fundação Abraham Kasinski quanto o Grupo de Teatro Construção e as empresas patrocinadoras — Expresso Nepomuceno, Minas Verde e Grupo Ciclope — reconhecem a importância de garantir que pessoas com deficiência e necessidades específicas tenham pleno acesso à arte e à cultura. Essa diretriz ética orienta desde o planejamento até a execução das ações, reafirmando o compromisso coletivo com a inclusão social.
As apresentações, destinadas exclusivamente a estudantes da microrregião de Lavras, ocorrerão no Teatro de Arena do Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito, um espaço que alia beleza natural à funcionalidade arquitetônica. O local possui trajetos curtos e acessíveis entre o estacionamento, o teatro, as instalações sanitárias e a área de alimentação, todos equipados com rampas e caminhos adaptados, garantindo a circulação segura de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos.
Infraestrutura com foco na inclusão
Para oferecer um ambiente acolhedor e seguro — especialmente para o público infantil e para pessoas com deficiência intelectual ou física — o projeto prevê a contratação de cinco monitores. Esses profissionais atuarão em todo o espaço do parque, prestando apoio, orientando o público e assegurando que todos possam aproveitar plenamente a experiência cultural.
Recursos de acessibilidade comunicacional
No campo da acessibilidade comunicacional, o projeto avança de forma exemplar. Em todas as cinco apresentações teatrais programadas, haverá a atuação de intérpretes de Libras — três profissionais por espetáculo — garantindo que pessoas com deficiência auditiva possam acompanhar o conteúdo integralmente.
Pessoas com deficiência visual e cegas também serão contempladas com o recurso de audiodescrição ao vivo. Um profissional capacitado fará a narração em tempo real dos elementos visuais do espetáculo, permitindo que esse público tenha acesso pleno à experiência artística.
Atenção especial ao público neurodivergente
Com um olhar atento às necessidades das crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o projeto contará com dois monitores especializados. Esses profissionais serão responsáveis por acolher, orientar e acompanhar os participantes ao longo de toda a programação, oferecendo suporte personalizado para que possam aproveitar o evento com tranquilidade e segurança.
Cultura com responsabilidade social
Mais do que garantir o acesso físico aos espetáculos, o projeto “Cultura no Parque” reafirma o princípio de que a arte deve ser para todos. Ao incorporar medidas de acessibilidade arquitetônica, comunicacional e sensorial, contribui para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, onde todos têm o direito de vivenciar experiências culturais com dignidade e respeito.
A iniciativa também gera impacto positivo na economia local, com a contratação de profissionais especializados e a movimentação de recursos no setor cultural. Demonstra, assim, como o investimento em cultura pode, ao mesmo tempo, levar alegria a crianças e adolescentes, promover inclusão social e impulsionar o desenvolvimento econômico.
Sob a coordenação da Fundação Abraham Kasinski, com o patrocínio das empresas Expresso Nepomuceno, Minas Verde e Grupo Ciclope, e com apoio das secretarias de educação da microrregião, o projeto é uma demonstração concreta de que é possível levar a cultura para todos.


















