Pesquisa da UFLA busca adaptar o cultivo de lúpulo ao clima brasileiro, reduzindo a dependência de importações para a produção de cerveja.
O Brasil produz mais de 13 bilhões de litros de cerveja por ano, mas ainda depende quase totalmente da importação de lúpulo, ingrediente responsável pelo aroma e pelo amargor da bebida. Na Universidade Federal de Lavras (UFLA), uma pesquisa investiga como a planta pode se adaptar às condições climáticas do país.
Coordenado pelo professor Antonio Chalfun Junior, o estudo analisa o desenvolvimento do lúpulo desde os mecanismos genéticos ligados ao florescimento até o comportamento da planta em campo. A pesquisa é conduzida no Laboratório de Fisiologia Molecular de Plantas e conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e gestão da Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural (FUNDECC).

Um dos principais desafios para o cultivo no Brasil é o fotoperíodo — a quantidade de horas de luz por dia. Em regiões tradicionais produtoras, como Estados Unidos e países europeus, o verão pode chegar a 16 horas de luz, enquanto no Brasil raramente passa de 13 a 14 horas, o que faz a planta florescer antes do ideal e reduz a produtividade.
Segundo dados da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo), a produção nacional foi de cerca de 88 toneladas em 2023, ainda pequena diante da demanda de um mercado que reúne mais de 1.800 cervejarias no país.
A pesquisa busca compreender como o lúpulo responde ao ambiente brasileiro para desenvolver técnicas que tornem o cultivo mais eficiente e reduzam a dependência de importações.
















