terça-feira , 8 setembro 2026
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Paralamas trazem alegria pra geral após empate da seleção brasileira

Quatro décadas depois, Herbert Vianna continua transformando acordes em memórias. No palco, o líder dos Paralamas mostrou que algumas canções não envelhecem — apenas ganham novas histórias para contar.

Após a seleção brasileira de futebol estrear com um frustrante empate em 1 a 1 contra o Marrocos, neste sábado (14), os Paralamas do Sucesso foram responsáveis por trazer de volta aquela genialidade, o carisma e a ginga da brasilidade. Desta vez, não ao campo de futebol, mas ao campo da música, que, ao lado do esporte mais popular do país, continua sendo uma das maiores paixões nacionais.

Entre a precisão das baquetas e a alegria contagiante, João Barone comandou o ritmo de uma noite que celebrou 40 anos de estrada. Energia de sobra para provar que o tempo só fortalece os clássicos.

Se no gigantesco telão instalado pela 035 Produções no Shopping Cidade da Serra a seleção deu ruim, no palco Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone botaram pra quebrar com um hit atrás do outro. Não é a qualquer hora que uma banda comemora 40 anos de estrada. Foram peregrinações, altos e baixos, glórias, troféus e muito suor, sangue e lágrimas para chegar até aqui. A energia contagiante dos instrumentos evidenciou músicos em plena forma.

Com a discrição dos grandes mestres, Bi Ribeiro sustentou a base de um repertório que atravessa gerações. No grave do baixo, a força silenciosa de uma das bandas mais importantes da música brasileira.

E a cozinha do trio continua afinada, coesa e criativa. Acompanhados pelos mestres Bidu Cordeiro, no trombone, Monteiro Jr., no saxofone, e João Fera, nos teclados, os Paralamas desfilaram canções que resistiram ao tempo, como “Óculos”, “Meu Erro”, “Alagados”, “A Novidade”, “Lanterna dos Afogados”, “Perplexo”, “Lourinha Bombril” e “Ela Disse Adeus”.

A versão blueseira de “Caleidoscópio” valeria, sozinha, o ingresso da noite. Faltou, claro, “Quase Um Segundo”. Um erro quase imperdoável para uma noite quase perfeita. Mas teve bis, conversas com o público e um João Barone especialmente alegre, amenizando o empate brasileiro em campo para uma plateia entregue a um dos maiores nomes da música brasileira de todos os tempos.

 

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