terça-feira , 29 setembro 2026
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Minha primeira tatoo

Por Marco Bissoli

No próximo mês de dezembro, eu completarei 50 primaveras. As comemorações começaram a todo vapor.

Mandei um Robert Smith no antebraço. Sem dó, nem piedade. A primeira tatuagem a gente nunca esquece. Dolorida, tensa. Intrasferível.

O artista inglês, fã de cerveja e futebol, autor de algumas das canções mais alegres e sombrias do rock, mora no lado esquerdo do meu peito desde a adolescência.

A tatoo continua a inspirar, adornar e singularizar o humano. Resistência, personalidade e afirmação diante da caretice do mundo. Do it yourself, baby!

Não há idade para se fazer uma. Quem tem parece faz parte de uma tribo de infinitas linhagens.  Eis uma classe unida pra cacete!

Ela dá mais vontade de nadar. Nadar contra a corrente hoje e sempre.

Nesse momento pretendo carregar menos bagagens nessa parte da jornada. Ficar mais leve, mais simples. Pouca coisa me interessa. Quero o essencial. O que dá sentido. O resto é bijuteria barata.

A primeira tatoo é fundamental para isso.

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