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Lula volta a acusar Israel de ‘genocídio’ e defende criação de Estado Palestino

No discurso, ele ainda destacou que houve uma interpretação errônea de sua fala durante viagem à África.

No primeiro ato público após crise com o governo de Israel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a dizer que os israelenses cometem “genocídio” ao bombardear a Faixa de Gaza. A declaração ocorreu em evento para anunciar a liberação de recursos para a área da cultura, no Rio de Janeiro.

No dia 18 de fevereiro, o presidente comparou a situação do povo palestino, em função do conflito entre Israel e o grupo Hamas, aos judeus perseguidos na Alemanha nazista por Adolf Hitler. A declaração rendeu até um pedido de impeachment protocolado na Câmara dos Deputados.

“O que o governo de Israel está fazendo não é guerra, é genocídio”, discursou Lula. Em seguida, o presidente defendeu a criação do Estado da Palestina. “Eu, Luiz Inácio Lula da Silva, filho de dona Lindu, que nasceu e morreu analfabeta, quero dizer o que disse quando estava preso que não aceitava acordo para sair da cadeia. Eu não troco minha dignidade pela falsidade. Sou favorável a criação do Estado Palestino, e esse estado deve viver em harmonia com o Estado de Israel”, completou.

No discurso, ele ainda destacou que houve uma interpretação errônea de sua fala durante viagem à África. “Leia a entrevista, idiota, ao invés de me julgar pelo que disse. Na Palestina, há milhares de pessoas mortas, não só soldados como crianças e mulheres”, falou.

Lula também falou que vai lutar para que o Conselho de Segurança da ONU tenha representantes da África e da América Latina. “Hoje, esse conselho não representa nada. Não é possível que as pessoas não compreendam milhões de pessoas que dormem com fome, é importante que as pessoas saibam enquanto é tempo de saber”, falou.

Ele encerrou o discurso destacando que há no mundo, hoje, muita hipocrisia, mas que “não podemos aceitar nenhuma guerra, porque gostamos de paz, futebol e de Carnaval”

Mais cedo, o presidente participou da inauguração do Terminal Intermodal Gentileza, no Rio de Janeiro. Ele estava na companhia da mulher dele, Janja. Na ocasião, ele não citou a crise com o governo de Israel, nem citou o depoimento de Jair Bolsonaro, que compareceu à Polícia Federal nessa quinta-feira (22) para prestar depoimentos sobre uma suposta tentativa de golpe.

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