Concerto realizado na Paróquia Sant’Ana reuniu música sacra, tradição e patrimônio musical mineiro em uma celebração marcada pela emoção e pela devoção.
Por Giselle, presidente do Instituto Phos
A Paróquia Sant’Ana recebeu, na noite de 31 de julho, o Concerto de Encerramento das Festividades de Sant’Ana 2026. A apresentação reuniu o Coral Magnificat e a tradicional Orquestra Ribeiro Bastos em uma noite marcada pela união entre fé, arte, cultura e preservação da música sacra.
Diante dos fiéis e admiradores da música, coral e orquestra apresentaram um repertório especialmente preparado para a ocasião, reunindo composições de diferentes períodos e importantes obras ligadas à tradição musical religiosa e ao patrimônio cultural de Minas Gerais.
A abertura ficou por conta da Valsa Minas Gerais, de Martiniano Ribeiro Bastos, composição que evidencia a riqueza e a tradição da música mineira. Em seguida, foi apresentada Cor Amoris, de Jean-Baptiste Faure, obra marcada pela expressividade melódica.
O programa prosseguiu com Ó Maria Concebida, em arranjo de Geraldo Barbosa, e com as obras Tota Pulchra e Salutaris, de Francisco Manoel, importantes referências do repertório sacro brasileiro.
Outro momento de destaque foi a interpretação da Ave Maria, de Bonaventura Somma, que envolveu a igreja em uma atmosfera de oração e contemplação. Na sequência, Anima Christi, composição contemporânea de Monsenhor Marco Frisina, reforçou a dimensão espiritual do concerto e a capacidade da música de traduzir e fortalecer a experiência da fé.
Entre os pontos altos da apresentação esteve a execução de Tantum Ergo, em arranjo de Geraldo Barbosa. A composição, marcada pela imponência da escrita coral e orquestral, proporcionou um dos momentos de maior intensidade musical da noite.
Homenagem a Sant’Ana encerrou o concerto

Para concluir a programação, o Coral Magnificat e a Orquestra Ribeiro Bastos interpretaram o Hino de Sant’Ana, composição dos Reverendíssimos Senhores Padres Afonso Miranda e Remaclo Foxius, SCJ.
A homenagem musical à padroeira foi acompanhada com emoção pelos fiéis e marcou o encerramento das festividades em um ambiente de devoção e gratidão.
A apresentação esteve sob a regência dos maestros Geraldo Bernardo e Rodrigo Sampaio Pereira, responsáveis pela condução artística do concerto. O trabalho dos regentes contribuiu para integrar coral e orquestra e para valorizar as características de um repertório que atravessou diferentes momentos da tradição musical sacra.
A preparação vocal também teve papel fundamental no resultado apresentado ao público. O professor de Canto e Técnica Vocal Deimes Evandro desenvolveu, ao longo dos ensaios, um trabalho dedicado à preparação e ao aprimoramento vocal do Coral Magnificat. A atuação contribuiu para a qualidade das interpretações e para o processo de formação e consolidação artística do grupo.
Música como expressão de fé e preservação cultural

Mais do que marcar o encerramento de uma programação religiosa, o concerto evidenciou a relação histórica entre música, espiritualidade e patrimônio cultural.
Ao reunir o Coral Magnificat e a Orquestra Ribeiro Bastos, a apresentação também reafirmou a importância da preservação e da difusão da música sacra e da rica herança musical de Minas Gerais, aproximando esse patrimônio da comunidade por meio de uma experiência coletiva de arte e fé.
A noite de 31 de julho tornou-se, assim, um dos momentos especiais das Festividades de Sant’Ana 2026, proporcionando ao público uma celebração em que tradição religiosa e expressão artística caminharam juntas.
A realização do concerto contou com a acolhida e o apoio do Pe. Túlio, além da participação e dedicação dos maestros, músicos, coralistas, professores, colaboradores e equipe de apoio.
O Coral Magnificat também registrou agradecimento especial à Orquestra Ribeiro Bastos, na pessoa do maestro Rodrigo Sampaio Pereira; ao professor Deimes Evandro; e ao público que compareceu à Paróquia Sant’Ana e acompanhou a apresentação.
Em clima de gratidão, o concerto encerrou as festividades dedicadas à padroeira, deixando como mensagem a continuidade do compromisso com a evangelização por meio da arte, a valorização da música sacra e a preservação de uma tradição musical que atravessa gerações.
















