Ângelo Delphim foi diretor do Museu Bi Moreira, da UFLA, entre 1979 e 2006, e dedicou parte de sua trajetória à preservação da memória e do patrimônio histórico de Lavras.
Pouco mais de um ano após sua morte, a trajetória de Ângelo Alberto de Moura Delphim (1942–2025), escritor, museólogo, professor e memorialista lavrense, está prestes a ser revisitada e reverenciada em um documentário, no lançamento de um livro inédito e em uma mostra biográfica.

O casarão centenário da família na rua Santana, na região central da cidade.
O projeto, encabeçado pelo escritor e historiador lavrense Geovani Németh-Torres, está em fase de produção. O documentário reunirá imagens de arquivo e depoimentos de amigos e familiares, com o objetivo de traçar um panorama da trajetória de Ângelo Delphim, autor do livro Dicionário de Lavras de A a Z, obra que reúne informações e registros sobre o município.
Filho de Ângelo Constantino Delphino e Antonieta Maia Delfino, era irmão de Antonio Eduardo, Maria Antonieta (in memoriam), Carmen Silva (in memoriam), Carlos Fernando e Vera Lúcia.

Museólogo, Ângelo Delphim foi diretor do Museu Bi Moreira, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), entre 1979 e 2006, período em que deixou importante contribuição para a preservação e valorização do patrimônio histórico e cultural do município.
Outro braço do projeto será o lançamento do livro inédito Dicionário da UFLA de A a Z, obra póstuma que reúne aspectos da história e da trajetória da Universidade Federal de Lavras. Delphim também atuou como coordenador de Cultura da instituição entre 1997 e 2006.

O museólogo durante evento realizado em Lavras.
Nascido em Lavras, Ângelo Delphim foi aluno do Instituto Presbiteriano Gammon entre 1954 e 1962. Em 1972, formou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FAFI), atual Unilavras. Posteriormente, exerceu a profissão de professor em colégios da cidade.
Completando o projeto, será realizada a mostra “O legado de Ângelo Alberto de Moura Delphim para Lavras e para a UFLA”, que pretende reunir documentos, fotografias, objetos e outros registros relacionados à trajetória do escritor e à sua contribuição para a memória e a cultura lavrense.

Ângelo Delphino e Antonieta Maia Delfino, pais de Ângelo Delphim.
A iniciativa busca lançar novas luzes sobre a vida e a obra de um dos nomes que contribuíram para a preservação da história de Lavras e da UFLA.

Diretor do Museu Bi Moreira: durante período em que esteve à frente da instituição, museólogo contribuiu para a preservação da memória e do patrimônio histórico de Lavras.
Pessoas interessadas em compartilhar lembranças, relatos e considerações sobre a importância de Ângelo Delphim podem participar do projeto por meio do formulário: https://forms.gle/ghDd13RHjr1ZWj6Q6.
















