Uso de celular durante as aulas e fora delas compromete a aprendizagem e o foco dos estudantes.
Um estudo da Universidade Federal de Lavras (UFLA) aponta que o uso excessivo de celulares e dispositivos digitais tem impactado diretamente a saúde e o desempenho acadêmico de universitários. A pesquisa, conduzida pelo mestrando Murilo Ferreira Andrade em parceria com o professor Cláudio Lúcio Mendes, revela que a hiperconectividade tem reduzido a concentração, prejudicado a aprendizagem e ampliado sintomas físicos e emocionais.
Os dados mostram que estudantes utilizam frequentemente dispositivos durante aulas para atividades não acadêmicas, além de manterem alto tempo de tela voltado ao entretenimento fora do ambiente acadêmico. Esse comportamento fragmenta a atenção, diminui a retenção de conteúdo e compromete o rendimento.
O estudo também identifica efeitos físicos, como cansaço ocular, dores de cabeça e problemas posturais, além de impactos emocionais, como ansiedade, irritabilidade e dificuldade de concentração. Embora muitos estudantes reconheçam o problema, ainda enfrentam dificuldades para reduzir o uso.
Os pesquisadores defendem que o tema deve ser tratado como uma questão estrutural no ensino superior, com necessidade de debate e ações institucionais para evitar prejuízos à formação acadêmica e à saúde dos estudantes.
















