Em março de 1975, o Instituto Presbiteriano Gammon dava início à construção de um de seus maiores marcos esportivos: a piscina.
Por trás desse capítulo que se eternizou na memória da instituição está um nome que o tempo não apagou: o advogado e professor da instituição, Dr. José Alves de Andrade. Cinquenta anos depois, é ele quem revive esse momento que marcou a vida escolar e esportiva de gerações.
À frente da Associação Gammonense na época, Dr. José Alves coordenou uma comissão formada também por Marta Ribeiro Costa (secretária) e Noemia Silva (tesoureira), responsável por viabilizar o projeto.
As obras ficaram a cargo da construtora Unes. A terraplanagem foi conduzida pelo engenheiro Dr. Mateus Guilherme, nos fundos do amplo terreno do Instituto. Outras figuras de destaque se somaram à empreitada: o empresário Paulo Gileno Carneiro de Novaes, o então diretor da ESAL, Alysson Paulinelli, e o presidente do Banco do Estado de São Paulo, Pedro de Moura Maia, compuseram outra comissão dedicada à obra. Já em Belo Horizonte, Paulo Beirute articulava esforços em prol do projeto.

Dr. José Alves de Andrade ao lado de Alysson Paulinelli, Randolph Harrison e Ministro Nei Braga
Na época, o Gammon era dirigido pelo reverendo Randolph Harrison, ao lado da professora Vanda Amâncio Bezerra Mendes.
Hoje, aos 82 anos, Dr. José Alves recorda a urgência da iniciativa. O Gammon, que já havia revelado grandes nomes para o esporte nacional — como Alfredo Scheid, José Lima, Admilson Chitarra, Zezinho Lima e Ana Paula Henkel — necessitava de uma estrutura compatível com sua tradição esportiva.
Ele se emociona ao relembrar a ajuda decisiva do amigo Pedro de Moura Maia (in memoriam). Sensibilizado pelo pedido, Pedro mobilizou o empresário Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014), que doou 400 sacos de cimento, garantindo o avanço da obra.
“Tivemos a felicidade de construir a piscina naquele momento, visto que tínhamos um celeiro de atletas campeões reconhecidos internacionalmente”, recorda Dr. José Alves.
O advogado também relembra a contribuição do empresário Celso Batista Dias, proprietário da Fabril Mineira, que doou mais sacos de cimento para a construção.

O advogado ao lado do jornalista Luiz Gomide durante a construção da obra
A piscina foi concluída com a colocação dos azulejos e inaugurada em uma solenidade conduzida pelo reitor, o reverendo José Costa, com a presença de alunos, professores, da comunidade lavrense e de associações gammonenses de Brasília e Belo Horizonte.
O espaço recebeu o nome de Piscina Lima Novaes, em homenagem póstuma ao professor José Lima e ao empresário Gileno Novaes.

“A piscina representa um patrimônio do Instituto Presbiteriano Gammon e coroa o legado deixado por seu fundador, Samuel Gammon (1865-1928)”, afirma o advogado
Mais tarde, a piscina se juntaria ao Ginásio Coberto, construído na gestão do Dr. Almir de Paula Lima, e à piscina menor implantada já sob a gestão do atual reitor, Alysson Carvalho.

Piscina supriria as necessidades dos atletas da instituição, reconhecida internacionalmente por através de seus atletas
Hoje, a piscina parece ainda maior aos olhos de seu idealizador. Sua construção permanece viva na história do Gammon — e na lembrança de quem, como o Dr. José Alves, ajudou a transformá-la em realidade.
“A piscina representa um patrimônio do Instituto Presbiteriano Gammon e coroa o legado deixado por seu fundador, Samuel Gammon (1865-1928). Parabenizo o atual reitor, Alysson Carvalho, por todo o trabalho que vem empreendendo em prol da instituição e da comunidade gammonense”, conclui Dr. José Alves de Andrade.

Dr. José Alves de Andrade ao lado do atual reitor do Instituto Presbiteriano Gammon, Alysson Carvalho
















